Posted by: snowprophet on: 27 Dezembro 2004
Escrevo estas linhas, depois de me terem renovado um convite nesse sentido, feito há alguns anos; demorei algum tempo, talvez o necessário para deixar assentar algumas ideias, para que pudessem amadurecer à luz da experiência prática que nos é trazida pelo dia-a-dia, com relações sociais em todos os sentidos.
O Homem, dada a sua natureza, tem, [...]
Posted by: snowprophet on: 27 Dezembro 2004
O teu mundo
É um lugar
Que não conheço,
Bato à porta,
Entreabre-la,
De outras vezes,
Abres tu a porta
E convidas-me
A espreitar…
Vejo fragmentos
De um mundo
Diferente do meu:
É bom conhecer
Mundos novos:
Fico fascinado
Mas, vais entrefechando
A tua porta
E esses fragmentos
São pedaços
Demasiado pequenos
Para que o possa
Analisar e sintetizar;
São pedaços
Grandes o suficiente
Para te amar.
Anda a roleta a rodar
Mistérios da sorte……e do azar…[1]
A. H. das Neves
[1] Mão [...]
Posted by: snowprophet on: 27 Dezembro 2004
Desde o dia em que te vi
Pela primeira vez,
Algo causou estranheza em mim
- Quem és tu? – Perguntei
Ao vento à lua às estrelas
- Quem és tu, afinal?
Tu que vieste…
Inquietar a minha quietude quieta
Desassossegar o meu sossego sossegado
Perturbar o meu mar dos Sargaços
Qual tempestade, qual furacão
Tropical
Despertaste o meu vulcão
Adormecido durante séculos
Fizeste transbordar o copo
Que se manteve [...]
Posted by: snowprophet on: 27 Dezembro 2004
Duas almas…
Um mundo…
Grande demais…
Para se descobrirem…
Grande de menos…
Para albergar…
O seu amor…
A. H. das Neves
Posted by: snowprophet on: 27 Dezembro 2004
O Sol
A merda do telemóvel toca… é manhã cedo, mais precisamente, são sete da manhã: uhmm, ahhhh, o gajo pega no telemóvel que jaz ao lado do sofá, desligando-o, o televisor continua aceso, emite um daqueles programas da manhã com o trânsito, o tempo e as notícias quentinhas acabadas de cozer; nada disto lhe interessa. [...]
as bocas